sábado, 22 de setembro de 2012

Cavaleiro Negro...



Era um cavaleiro negro, montado num cavalo de sombra. Não tinha senhor nem lealdade. Não tinha honra. Não tinha fé. Não tinha um sonho que lhe guiasse a jornada nem um lar que o acolhesse no regresso.
Seguia os ventos, perseguido por tempestades e temporais. Tinha sede de vingança e paixão pela guerra. A lâmina suja de sangue ressequido e as mãos calejadas vazias de tudo o que algum dia amara.
Era um cavaleiro das trevas. Movia-se por entre as estrelas. Roubava povos e saqueava casas. Nunca levava mais do que precisava para viver. Nunca deixava sinal de ter lá estado.
Por onde passava ficava a morte. A recolha calma das almas pútridas dos seres que não tinham feito por merecer uma vida. Por onde passava ficava o silêncio de cidades desertas e o chiar das portas velhas, que se abriam de par em par.
Com o tempo, o cavaleiro deixou de ter nome. Mais tarde, deixou de ter rosto. Um dia, deixou de ter forma. E já não era corpóreo quando passou por mim e adentrou a minha alma, lutando contra as certezas e esquartejando as esperanças. Já não era mais do que um fantasma feito de negro quando me roubou a vida, deixando apenas as respirações mentidas e o meu coração a bater.
Não tinha senhor nem lealdade. Nem um lar. Nem um destino. Creio que foi por isso que se alojou em minha casa. Creio que foi por isso que passou a alimentar-se das minhas incertezas. Creio que foi por isso que escolheu torturar-me.
Prendeu-me com as correntes mais firmes. Não as de aço ou de metal. As de sentimento. Arrastou-me pelo chão mais crespo. Um chão feito de espinhos e de impossíveis. Esquartejou-me com palavras e silêncios. Ganhou-me aos poucos. Troféu inegável da sua vitória sobre o mundo.
Era um cavaleiro negro montado num cavalo de sombra, esse medo que chegou à minha vida e me tomou por sua. E, mesmo sem partir, deixou-me o coração deserto de esperança e os olhos cheios de lágrimas. Deixou-me a alma escancarada e suja.
Hoje,  também eu não tenho senhor ou lealdade. Também eu não tenho fé. Também eu perdi os sonhos. Hoje não passo de uma cidade saqueada. Mais um ser que perdeu a vida sem ter vivido. Mais uma porta aberta que não leva a lado nenhum. O medo destruiu-me. O medo salvou-me. O medo ficou. E, subitamente, o cavaleiro negro teve um lar. Dentro da minha alma massacrada. Dentro do meu peito vazio. Dentro da eternidade humana que acaba no bater final de um coração desfeito.

Marina Ferraz.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Hoje!!! Agora!!!



E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Adaptar-se...



Cada um de nós vive uma realidade diferente quer seja social, econômica e  familiar, além de que cada um percebe as coisas de um jeito e as sente diferente também, então o que serve para um, às vezes não se encaixa na realidade de outro, por isso nunca existe uma verdade ou uma formula  que se seguimos encontraremos a pura felicidade, ficaremos livres de problemas. Então não adianta se culpar por não conseguir agir igual fulano  ou viver na ânsia de  procurar respostas e porquês quando se sabe que não vai chegar a lugar nenhum.
Quando agente aprende a relaxar e se adaptar a nossa realidade, e dentro dela procurar fazer o melhor,  tirando proveito do que nos faz sermos melhores do que realmente somos, valorizar  o que realmente importa e enxergar que dentro das nossas possibilidades existem maneiras de se viver bem e que  isso depende mais do nosso estado de espírito e do valor ou não que damos  às  coisas e às pessoas que nos cercam.
Conhecemos bem as nossas virtudes bem como os nossos defeitos e cabe a nós ter o controle dos mesmos. E saber que tem coisas que mesmo não querendo a vida nos traz e, ou agente se adapta ou enlouquece e acaba sendo mais um problema para o mundo. E isso não resolve nada. 
Claro que há exceções, mas a verdade é que o ser humano é capaz de se adaptar a tudo, a mudar de cidade ou mesmo país, morar na capital ou interior, ou em uma casa ou apartamento, no Alasca ou Saara e, às vezes  o melhor é se adaptar do que criar resistência. Não quero dizer se acomodar com algo que traga infelicidade,  mas sempre pesar e se perguntar se pode melhorar ou não, se perceber que se mexer vai ficar pior então deixa como está, isso poupa mais sofrimento. Calcular o risco ou benefício. Até onde podemos ir e estar disposta a aguentar as consequências  sem ficar se remoendo e procurando respostas ou culpados.
Não ter medo de viver, valorizar e aproveitar essa dádiva da melhor forma, procurando por coisas boas e pessoas boas para nos acompanhar , isso pode nos ajudar a se sentir em paz e assim, trazer bem estar a nossa vida fazendo com que outros também se sintam bem com a nossa companhia.


sexta-feira, 20 de julho de 2012

É tudo ou nada....

Falta só um pouquinho...frio na barriga...coração a mil....

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Cura....

Vamos, Jesus, passear na minha vida Quero voltar aos lugares em que fiquei sóQuero voltar lá contigoVendo que estavas comigoQuero sentir teu amor a me embalarCura, senhor, onde dóiCura, senhor, bem aquiCura, senhor onde eu não posso irQuando a lembrança me faz adormecerSabes que a espada de dor entra em meu ser Tu me carregas nos braçosLeva-me com teu abraçoSinto a minha alma chorar junto de tiTantas lembranças eu quero esquecerDeixam um vazio em minha almaEm meu viverToma, Senhor meu espaçoTe entrego todo cansaçoQuero acordar com a tua paz a me aquecer .

domingo, 15 de julho de 2012

Hoje eu estou tão feliz.. Não sei ao certo o motivo, mas estou em um período de alegria tão intenso. Uma alegria leve, que não tem um motivo aparente, mas que o meu coração sente. Uma alegria que é alimentada quando eu fico do lado das pessoas que eu amo e que me fazem bem, uma alegria sem tamanho. Uma alegria pura que eu espero poder levar no peito e no rosto por muito tempo.

sábado, 14 de julho de 2012

Entendi que eu tinha que me amar acima de tudo!!!


Na vida corrida que levamos, nem sempre conseguimos parar e reparar no que realmente é importante para nossa felicidade. Costumamos ter medo da solidão, de olhar para nós mesmos, de reconhecer erros, defeitos, falhas, fraquezas e aceitar que somos assim mesmo, imperfeitos, cheios de rupturas e espaços vazios a serem preenchidos.
Nem sempre conseguimos acalentar e alimentar nossa alma e nosso coração com coisas verdadeiras, e vamos nos iludindo, acreditando em tudo que o mundo oferece quando na verdade tudo que precisamos é amar a nós mesmos, valorizar, aprender e descobrir quem realmente somos.
Eu costumava ser daquelas pessoas que fogem de si mesmas e acabei mergulhando em uma vida que não me preenchia em nada e que não ia dar em nada. No dia em que descobri que eu precisava me amar, que eu precisava me pôr em primeiro plano, aprendi tantas coisas que hoje sou uma outra pessoa, não completamente realizada, pois ainda é cedo para tantos outros planos que permeiam minha alma, mas sei que estou no caminho certo.
Quando aprendemos a nos amar, precisamos nos livrar de coisas que nos mantém para trás. Temos que dar adeus a pessoas tóxicas, transformar atitudes e comportamentos autodestrutivos em ações positivas e buscar sempre as alternativas saudáveis para nós. É preciso abrir mão de muitas situações e pessoas que nos mantém presas em eternos ciclos repetitivos, que nos mantém paradas, que sugam nossa energia.
Não é fácil, não é de um dia para o outro. Eu tive que abrir mão de projetos, de amizades de longa data, de crenças que eu tinha sobre mim mesma e sobre as pessoas que me cercavam. Tive que abrir os olhos e aceitar que muito do que pertencia à minha vida na verdade já não me servia mais, já não tinha mais sentido, já não se encaixava mais naquilo que eu queria para mim e que eu, com minha muita falta de amor por mim mesma, insistia em manter por perto.
Quando aprendi que precisava me amar, passei a me observar, a amar meu corpo assim mesmo, a reconhecer meus potenciais, meus limites. Passei a me ouvir, a perceber que sou alguém especial, alguém importante e que, sem mim, minha vida não faz sentido. Devo ser, então, a principal atriz do palco da minha vida e não deixar que outras pessoas guiem e decidam o meu rumo, não posso deixar que passem por cima de quem eu sou, não posso abrir mão daquilo que é mais importante: meu amor por mim.
Quando nos amamos, estamos prontas para amar outras pessoas de verdade, para aceitar o próximo e desenvolvemos a compreensão, a humildade e a empatia. Quando nos amamos, estamos mais preparadas para lidar com nossos relacionamentos, com nossos planos, sonhos e, principalmente, a lidar com as perdas e com os obstáculos da vida. Quando nos amamos, irradiamos luz, alegria, sorrisos e energia positiva.
Esse caminho da descoberta de si mesma, do amor-próprio, é longo, mas o mais importante é dar os primeiros passos. Sei que ainda há muitos medos a serem vencidos, muitas crenças a serem derrubadas e que muito do que vivi ainda precisa ser elaborado. Mas sei, também, que meu amor por mim só me trará coisas positivas, então, por mais difícil que seja, é uma jornada que merece ser vivida.